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Brasil registra 7 mil novos casos de mieloma múltiplo por ano

 

  • Campanha “Março Borgonha” destaca a importância do diagnóstico precoce desse tipo de câncer; doença não tem cura, mas, com tratamento adequado, paciente ganha qualidade de vida.

Apesar da menor incidência, o mieloma múltiplo é um tipo de câncer que demanda atenção, devido à indefinição das causas, aos obstáculos no diagnóstico e à impossibilidade de prevenção e cura. A campanha “Março Borgonha”, criada pelo International Myeloma Foundation (IMF), destaca, justamente, a importância da descoberta precoce da doença, visando promover aumento da sobrevida associada à qualidade de vida do paciente.

O mal afeta quatro em cada 100 mil brasileiros, totalizando quase 7 mil novos casos por ano, segundo a Abrale (Associação Brasileira de Linfomas e Leucemias ) O mieloma representa 1% de todos os tipos de câncer e 13% dos tumores hematológicos. É, ainda, a segunda neoplasia hematológica mais frequente no mundo, conforme a IMF.

O mieloma múltiplo acomete os plasmócitos, células da medula óssea responsáveis pela produção de imunoglobinas (anticorpos). Os plasmócitos auxiliam o sistema imunológico a combater infecções. A doença caracteriza-se pela produção desenfreada dessas células neoplásicas, prejudicando a formação das células normais (glóbulos brancos, vermelhos, e plaquetas).

As causas exatas da doença são desconhecidas, mas é sabido que ela atinge, principalmente, a faixa etária dos 65 aos 75 anos, homens, afrodescendentes e pacientes com histórico familiar.

A dor óssea é o sintoma mais frequente e acomete, aproximadamente, entre  70 e 80% dos pacientes no momento do diagnóstico. Os locais mais afetados são coluna, pelve e costelas, informa Dra. Lisa Aquaroni Ricci, médica onco-hematologista do Instituto de Oncologia de Sorocaba (IOS). “As células do mieloma interferem no processo de absorção do osso, resultando em osteoporose e fraturas”, esclarece a onco-hematologista do IOS. Além desse incômodo, 60% dos pacientes desenvolvem anemia e, como consequência, sentem fraqueza e cansaço, mesmo durante os mínimos esforços. Também pode haver insuficiência renal, pois “os plasmócitos doentes produzem uma proteína chamada M, que causa danos nos rins”, explica Dra. Lisa. Outro sinal são as infecções recorrentes, causadas pela atuação irregular dos anticorpos produzidos pelas células infectadas.

Caso apresente um ou mais desses sinais, a pessoa deve procurar um especialista. Devido às variações dos sintomas, o mieloma pode ser confundido com outras doenças. “Trata-se de um tipo de neoplasia com diferentes modos de apresentação ao diagnóstico: a maioria dos pacientes exibe doença óssea, mas alguns podem apresentar sintomas relacionados à anemia, insuficiência renal ou elevação do cálcio”, detalha a especialista.

O diagnóstico é realizado por meio de exames laboratoriais específicos  (sangue e urina), de imagem (ressonância magnética, tomografia e PET CET) e exames da medula óssea. Apesar de não possuir cura, o mieloma é tratável e a sua rápida descoberta pode aumentar  o tempo de sobrevida.

O tratamento inclui quimioterapia, imunoterapia , radioterapia e, em alguns pacientes, o transplante autólogo de medula óssea. Além da remissão da doença, os tratamentos têm como foco o bem-estar do paciente. “Nesse sentido, a introdução de novas terapias tem contribuído para aumentar as taxas de resposta (ao tratamento) e melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, enfatiza a médica do IOS.

Embora acometa uma célula da medula óssea , o mieloma não deve ser confundido com leucemia, comenta Dra. Lisa. “Raros casos podem evoluir para uma forma mais agressiva da doença, que é a leucemia plasmocitária, quando as células não permanecem na medula e se espalham pela corrente sanguínea”, fala.

A médica onco-hematologista do IOS resume os sinais que podem indicar a presença do mieloma múltiplo e a necessidade de se procurar um especialista:

  • Dores ósseas, principalmente na coluna, pelve e costelas
  • Anemia resultando em fraqueza e cansaço aos mínimos esforços
  • Insuficiência renal
  • Infeções recorrentes
  • Emagrecimento sem causa definida

Mais informações podem ser obtidas pelo site: www.oncologiasorocaba.com.br. O Instituto de Oncologia de Sorocaba está localizado no Centro de Medicina e Saúde, que fica na Av. Comendador Pereira Inácio, 950, Térreo, Jd. Vergueiro, telefone: (15) 3334-3434.

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