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Mulheres que enfrentam o câncer se reúnem para compartilhar experiências

  • Especialistas do Instituto de Oncologia de Sorocaba (IOS) reforçam a importância de conversar sobre o problema e buscar ajuda multidisciplinar especializada.

Lena foi diagnosticada com câncer de mama há quatro anos e, com o suporte da família, venceu a doença. Tatiana enfrenta um tumor raro na perna há quatro meses e participa de redes de apoio em que é acolhida por outras pacientes. Ana Paula, também com diagnóstico de câncer de mama, suspeitou da doença vendo uma reportagem de conscientização na TV.

Independentemente do caso, o sentimento sobre o problema era o mesmo por todas que participaram de uma roda de conversa realizada no Instituto de Oncologia de Sorocaba (IOS), no final de outubro. “A minha vida virou de cabeça para baixo, porque o câncer tira muito de nós, mas também nos dá novos significados sobre o que não valorizávamos antes. Não podemos cair”, destaca Sônia, que enfrenta um câncer de intestino há quase dois anos.

O encontro, que reuniu pacientes, familiares e ex-pacientes foi mediado pela médica oncologista clínica Dra. Letícia de Andrade Nader, pela psicóloga Rita de Cássia Maciel e pela nutricionista Ana Célia Dellosso, todas do IOS. “Este momento é único e é a extensão do nosso coração para acolher. Quando essa fase passar, esperamos que as pacientes tenham uma nova vida”, comenta Fabiana Marins, gerente do IOS.

O objetivo foi, justamente, apoiar as mulheres e trocar experiências sobre a luta contra a doença, um assunto ainda delicado e evitado. “Embora saibamos que a morte é algo natural, ninguém espera pelo diagnóstico de uma doença grave, que traz uma série de receios e a ideia do luto. Mas temos que falar sobre isso! O sentimento tem que ser vivido para criar estratégias de enfrentamento, de equilíbrio e prevenção”, explica a psicóloga.

Dra. Letícia comenta que o câncer é a multiplicação desordenada de células, nem sempre herdada e que pode ser mutada. Após o diagnóstico, na maioria das vezes, o tratamento envolve cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Há, também, opções mais recentes como imunoterapia ou droga-alvo. “Precisamos, cada vez mais, falar sobre o câncer, especialmente nestes meses de outubro e novembro, pelo estímulo ao diagnóstico precoce e à prevenção”, frisa Dra. Letícia.

 “Estou me sentindo linda!”

Uma dúvida marcante na vida das pacientes de câncer é em relação à autoestima, após a queda de cabelo durante o tratamento de quimioterapia. Contudo, há alternativas para driblar esse momento, como lenços, turbantes, toucas e perucas. “É difícil olhar a cicatriz no espelho e sentir dor por não ter cabelo, mas hoje me aceito do jeito que sou! E o cabelo cresce!”, reflete Ana Paula.

“Eu sou extremamente vaidosa e foi muito difícil quando meu cabelo caiu. Eu percebi que a vida é maravilhosa e, depois do câncer, tudo se transforma. As pessoas que me amam vão me respeitar sem cabelo mesmo e estou me sentindo linda assim”, emociona-se Tatiana.

Pacientes e ex-pacientes acreditam que a sociedade ainda não entende que existe cura para o câncer, antes considerado uma sentença de morte. Além disso, acredita, equivocadamente, que a “culpa” é da vítima. “A pessoa tem que processar o que está acontecendo com ela, também se proteger e filtrar o que é bom para ela mesma. Em caso de dúvidas, ela sempre deve procurar orientação médica”, explica a psicóloga.

O tratamento contra a doença também envolve o enfrentamento de preconceitos e ansiedades, por isto a importância do auxílio de uma equipe multidisciplinar de profissionais da saúde para acompanhar o caso. “O que importa é o caminho! O câncer me deu de volta o dom da vida. Eu tenho a gratidão pelo dia de hoje”, comemora a paciente Bárbara, que enfrentou a doença em dois momentos, 2015 e 2018.

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