NOVEMBRO BRANCO: tabagismo é a principal causa de câncer de pulmão

  • Exposição ao tabaco está relacionada a 85% dos casos da doença; médico oncologista do Instituto de Oncologia de Sorocaba (IOS) explica sobre os sintomas e tratamentos.                      O câncer de pulmão é o segundo mais comum em homens e mulheres no Brasil, sem contar o câncer de pele não melanoma. As informações do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que cerca de 13% dos casos novos de câncer são de pulmão, sendo o tipo mais recorrente no mundo todo desde 1985, tanto em incidência, quanto em mortalidade.

    Além de lembrar sobre a conscientização do câncer de próstata, o mês de novembro também é conhecido pela luta contra o câncer de pulmão, dando nome à campanha Novembro Branco. Dr. Gilson Delgado, médico oncologista e diretor científico do Instituto de Oncologia de Sorocaba (IOS), reforça que é um dos poucos tipos da doença que tem prevenção primária, isto é, que é possível evitar efetivamente. “O cigarro é, de longe, o mais importante fator de risco! Há também uma substância chamada radônio, que é o segundo maior causador de câncer de pulmão no mundo”, explica o médico oncologista.

    Dessa forma, o tabagismo e a exposição passiva ao tabaco são importantes fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de pulmão, chegando ao índice de 85% de envolvimento nos casos. Além disso, a exposição à poluição do ar, infecções pulmonares de repetição, deficiência e excesso de vitamina A, doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema pulmonar e bronquite crônica), fatores genéticos e histórico de câncer de pulmão na família favorecem o desenvolvimento da doença. A idade avançada também é um alerta, pois a maior parte dos casos afeta pessoas entre 50 e 70 anos, explica Dr. Gilson.

    O diretor científico do IOS ainda ressalta que o risco de ocorrência de câncer de pulmão e de morte pela doença aumenta quanto maior a intensidade da exposição ao fumo. “A mortalidade por câncer de pulmão entre fumantes é cerca de 15 vezes maior do que entre pessoas que nunca fumaram, enquanto entre ex-fumantes é cerca de quatro vezes maior”, destaca.

    Os sintomas, geralmente, não ocorrem até que o câncer esteja avançado, mas algumas pessoas com câncer de pulmão em estágio inicial apresentam sintomas. Os mais comuns são

  • Tosse persistente;
  • Escarro com sangue;
  • Dor no peito;
  • Rouquidão;
  • Falta de ar;
  • Perda de peso e de apetite;
  • Pneumonia recorrente ou bronquite;
  • Sentir-se cansado ou fraco;
  • Nos fumantes, o ritmo habitual da tosse é alterado e aparecem crises em horários incomuns.Quando a doença é diagnosticada em estágio inicial, são maiores as chances de cura. O tratamento do câncer de pulmão requer a participação de um grupo multidisciplinar, formado por médico oncologista, cirurgião torácico, pneumologista, radioterapeuta, enfermeiro, fisioterapeuta, nutricionista e psicólogo.

    Por fim, Dr. Gilson reforça que parar de fumar e de poluir o ambiente é fundamental para a prevenção do câncer de pulmão. Ao fumar, são liberadas no ambiente mais de 4.700 substâncias tóxicas e cancerígenas que são inaladas por fumantes e não fumantes. “Mesmo pessoas altamente dependentes podem deixar de fumar. Em caso de dúvidas, procure um médico que poderá auxiliar nesse processo”, finaliza o médico oncologista do IOS.