Psicóloga fala sobre a importância da Psico-Oncologia: “acolhimento e suporte ao paciente”

Oferecer acolhimento e suporte ao paciente com câncer. “Esse é o papel da Psico-Oncologia - uma área da Psicologia que busca acolher as angústias que são trazidas no atendimento e oferecer suporte ao paciente. O espaço terapêutico deve ser um local de apoio e segurança para a pessoa que enfrenta a doença como também para seus familiares ou cuidadores”. A explicação é de Rita de Cássia Rezende Maciel, especialista em Oncologia e Psicologia Clínica e Psico-oncologista do Instituto de Oncologia de Sorocaba (IOS).

Rita comenta que a Psico-Oncologia é uma especialidade nova, principalmente no Brasil. “No início dos anos 90 era possível contar o número de profissionais que atuavam nesta área. Nesta época, um grupo de psicólogos que trabalhavam com pessoas com diagnóstico de câncer iniciaram encontros mensais na Fundação OncoCentro, em São Paulo, onde trocávamos experiências e discussão, através de estudos sobre a doença. Gradativamente o trabalho foi tomando corpo, publicações foram surgindo cada vez mais, até que hoje temos a Sociedade Brasileira de Psico-Oncologia (SBPO)”.

Sobre a Psico-Oncologia dentro de um ambulatório oncológico, ela comenta que é de fundamental importância. “A pessoa não é apenas uma doença, ela deve ser vista em todas as suas dimensões: físicas, psíquicas, sociais e espirituais. O aspecto psicológico é muito importante e quando a pessoa percebe que suas reações emocionais são consideradas, avaliadas recebendo atenção e cuidados, isso certamente, fará toda a diferença em sua caminhada durante a doença. As pessoas merecem ser valorizadas, vistas com atenção, é uma questão de amorosidade e respeito”, salienta a profissional.

 

            O envolvimento da família

Rita Maciel lançou recentemente o livro "Câncer e família" - Mitos e Realidade, em parceria com o também psicólogo Osmir Fiorelli e conhece de perto a importância da família nesse contexto. “A família em geral, apresenta reações semelhantes ao paciente; o problema é que quase todos os sentimentos são desencontrados. Por exemplo, a família ainda não aceitou o fato do seu ente querido ter que enfrentar a doença, enquanto por outro lado, a pessoa que recebeu o diagnóstico já está encarando tudo de maneira otimista e confiante, ou vice versa. Situação como esta acaba dificultando o andamento do tratamento, gerando muita angustia para todos. É necessário estar atento e intervir psicoterapeuticamente para que se possa aproveitar ao máximo o apoio familiar, tendo em vista que o momento é delicado para todos”, finaliza a especialista.

 

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SERVIÇO:

Instituto de Oncologia de Sorocaba “Dr. Gilson Delgado” (IOS)

Rua Cônego Januário Barbosa, 238.

Vergueiro – Sorocaba – SP

Fone: 3334.3434

 

 

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