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Câncer de pele do tipo melanoma é o mais grave e demanda atenção redobrada!

 

  • Embora represente apenas 3% das neoplasias malignas diagnosticadas no Brasil, o mal possui as mais altas chances de apresentar metástase.

O câncer de pele do tipo melanoma é a mais grave das manifestações da doença, devido às elevadas chances de apresentar metástase (migração para outras partes do organismo), apontam dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Apesar de ser raro e representar apenas 3% das neoplasias malignas diagnosticadas no Brasil, o Inca estima a incidência de 8.450 novos casos neste ano. Por conta disso, a Campanha Junho Preto objetiva conscientizar sobre esse mal, frisando a importância da prevenção e do diagnóstico precoce para um tratamento com altos índices de sucesso e cura.

Manchas, pintas ou sinais em qualquer parte do corpo podem ser indicativos de melanoma. Em pessoas brancas, a doença maligna se manifesta, geralmente, na pele, principalmente no rosto, pescoço, tronco e pernas, que são as regiões mais expostas. Já, em negros, atinge as áreas mais claras, como palmas das mãos, plantas dos pés e debaixo das unhas. Também pode afetar as mucosas, com incidência dos tumores na boca, na vagina e na região anorretal. Primariamente, pode aparecer, ainda, no globo ocular e, secundariamente, apresentar metástase e atingir vários órgãos, informa Dra. Letícia de Andrade Nader, médica oncologista clínica e diretora do Instituto de Oncologia de Sorocaba (IOS). “Melanoma é uma doença originada dos melanócitos, as células produtoras de melanina responsáveis pela pigmentação da pele”, explica.

Nem toda pinta é um melanoma, mas algumas características exigem preocupação, afirma a especialista.             Esses sinais compreendem: bordas irregulares, pigmentação bastante escura e, às vezes, coceira ou descamação. Para a diferenciação entre casos benignos e malignos, utiliza-se a regra internacional denominada ABCDE, detalha Dra. Letícia. Por meio desse método, avalia-se as diferenças na assimetria da pinta (A); bordas irregulares, com contornos mal definidos (B); cores variáveis entre preto, castanho, branco, avermelhado ou azul em uma mesma lesão (C); diâmetro maior que seis milímetros (D) e evolução das características, sendo elas mudanças bruscas no tamanho, forma ou cor (E).

Tanto novas lesões, quanto já existentes, mas que em algum momento sofreram alterações, podem desencadear esse mal. Alguns fatores de risco favorecem o seu surgimento. O principal deles é a exposição constante e prolongada ao sol, sobretudo, na infância ou na adolescência. Ainda, oferece perigo a permanência sob raios ultravioletas emitidos por câmeras de bronzeamento artificial e luzes, elenca a oncologista do IOS. Características genéticas, a exemplo de pele e olhos claros, cabelos ruivos ou loiros e albinismo, igualmente podem influenciar na sua incidência. Além disso, histórico familiar ou pessoal de câncer de pele, melanoma ou não, e idade avançada são agravantes, acrescenta a médica. “Geralmente, o melanoma acomete pessoas mais idosas, embora não seja incomum aparecer também em pessoas jovens”, salienta.

Por isso, a prevenção está diretamente relacionada aos fatores de risco. A primeira medida é evitar a exposição ao sol entre 10h e 16h, horários com maior intensidade de raios ultravioleta. Também é preciso usar filtro solar com, no mínimo, FPS 15 e protetor labial. “As pessoas com pele e olhos claros, ruivas ou loiras, devem redobrar a aplicação do produto nas áreas mais expostas, como rosto, colo e braços”, aconselha a médica oncologista do IOS. Durante o dia, mesmo fora das horas em que o sol está intenso, é importante buscar sombras. “Recomenda-se, ainda, usar bonés ou chapéus, óculos escuros e, se possível, roupas com proteção UV, sombrinhas ou guarda-chuvas”, complementa.

Outro cuidado é estar atento às características pormenores do corpo, como pintas, manchas e outros sinais, especialmente a quem já possui muitas lesões. Essas pessoas devem consultar-se regularmente com o dermatologista, para uma análise completa. Apesar dessa recomendação para um grupo específico, diante dos sintomas, toda pessoa deve prontamente buscar um médico dermatologista. O diagnóstico precoce dos tumores, realizado por meio de exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos, aumenta as chances de sucesso do tratamento e de cura.

A partir do diagnóstico positivo, o oncologista passa a fazer parte da equipe de tratamento do paciente. Depois de analisar as características do tumor, dos linfonodos e da possível abrangência de outros órgãos pela doença, o especialista definirá a terapêutica mais adequada para cada pessoa. Em fases iniciais, a cirurgia pode eliminar completamente o melanoma. No entanto, se apenas um procedimento cirúrgico não for suficiente para a sua erradicação total, o paciente é submetido a uma segunda operação, afirma Dra. Letícia. Tumores disseminados para ínguas, por sua vez, também podem ser retirados cirurgicamente. Mas, caso as ínguas sejam metastáticas, é preciso adotar o tratamento sistêmico igualmente. Nessas situações de quadros mais avançados e graves, o processo é composto por imunoterapia, terapia-alvo ou quimioterapia. “Já, a radioterapia é indicada, preferencialmente, para tratar algumas lesões metastáticas sintomáticas”, acrescenta a especialista do IOS.

Mais informações podem ser obtidas pelo site: www.oncologiasorocaba.com.br ou nas redes sociais: Instagram (@institutooncologiaios) e Facebook (Instituto de Oncologia de Sorocaba “Dr. Gilson Delgado”). O Instituto de Oncologia de Sorocaba está localizado no Centro de Medicina e Saúde, que fica na Av. Comendador Pereira Inácio, 950, Térreo, Jd. Vergueiro, telefone: (15) 3334-3434.

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