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Dia Nacional de Combate ao Fumo: tabagismo é responsável pelo desenvolvimento de cerca de 50 doenças incluindo cânceres

  • Gilson Delgado, médico oncologista clínico e diretor científico do Instituto de Oncologia de Sorocaba (IOS), alerta para o enorme risco à saúde provocado pelo cigarro.

Em 1986, foi instituído pelo Ministério da Saúde, conforme Lei Federal 7.488, o Dia Nacional de Combate ao Fumo. Esta data ficou conhecida por trazer diversas campanhas de conscientização de combate ao fumo.

O vício pelo cigarro é uma questão de saúde pública e causa preocupação, não apenas no meio médico, mas em todas as áreas da sociedade. “O tabagismo continua sendo um sério problema de saúde pública no mundo todo e interessa a muitas especialidades médicas e profissionais não médicos também. E por quê? Por várias facetas que o problema condiciona. Além dos processos relacionados à saúde das pessoas, claramente entrelaçam-se fatores ligados ao desenvolvimento humano, à economia, seja pela indústria da fumicultura, pelos impostos arrecadados, pelas empresas produtoras, os seguros de saúde, os custos de tratamentos e tantos fatores mais. Portanto, trata-se de um problema geral”, enfatiza Dr. Gilson Delgado, médico oncologista clínico e diretor científico do Instituto de Oncologia de Sorocaba (IOS).

Que o tabaco faz mal à saúde, todos sabem. Entretanto, pouco se fala da amplitude desse estrago, inclusive da quantidade de doenças que pode causar. O número de mortes por males causados pelas substâncias tóxicas e cancerígenas presentes no cigarro ainda é alarmante. “A Organização Mundial da Saúde classifica o tabagismo como a principal causa de morte evitável no mundo, sabendo que o vício é o responsável pelo desenvolvimento potencial de cerca de 50 doenças humanas. E, entre estas, incluem-se, além de 14 tipos diferentes de câncer, doenças pulmonares graves. É responsável por 85% das mortes por doença pulmonar; doença das coronárias, como infarto do miocárdio e angina de peito; doenças vasculares, incluindo derrame cerebral e várias outras. Cerca de 23 pessoas morrem, por hora, no Brasil, em decorrência dessas doenças causadas pelo tabagismo. No mundo, são mais de 7 milhões de pessoas mortas, por ano”, adverte o oncologista clínico do IOS.

Além de prejudicar seriamente o próprio fumante, a fumaça do cigarro também é extremamente prejudicial à saúde de quem a inala, os chamados fumantes passivos. “Todos os tabagistas em uso crônico desenvolverão algum tipo de doença pulmonar e 1 em cada 300 pessoas com doença pulmonar obstrutiva crônica desenvolverão câncer de pulmão induzido pelos cancerígenos do tabaco. Fumantes passivos não inalam apenas fumaça, mas fumaça proveniente da queima de produtos do tabaco, que são cancerígenos e isso aumenta em 20% os riscos para o desenvolvimento de doença pulmonar e de câncer de pulmão. São fumantes de ‘segunda mão’”, afirma Dr. Gilson Delgado.

Existem rumores que afirmam que a fumaça exalada pelos escapamentos de veículos é tão tóxica quanto a do cigarro, mas isso não passa de um mito. “A fumaça dos cigarros possui mais de 4.700 substâncias tóxicas, com efeitos prejudiciais diversos sobre o organismo humano.  Pelo menos, 70 delas são de potencial cancerígeno. Muitas pessoas questionam as substâncias cancerígenas presentes na fumaça dos escapamentos dos carros movidos a combustível fóssil. Sem dúvida, isto deve ser questionado. Porém, uma avaliação simples demonstra que a presença de hidrocarbonetos policíclicos aromáticos, que são substâncias potencialmente cancerígenas que se espalham pelo meio ambiente a partir da queima de combustíveis, é muito maior na fumaça do cigarro de tabaco, do que nos escapamentos dos veículos.  Na fumaça do cigarro há cerca de 280 hidrocarbonetos, contra 146 nos escapamentos veiculares”, explica o diretor científico do IOS.

O especialista alerta, ainda, para o risco do aparecimento de doenças advindas do consumo de tabaco, mesmo após a interrupção do seu uso. “Dentre os fatores de risco para o câncer de pulmão, o primeiro e maior deles é o tabagismo, aumentando de 20 a 30 vezes mais os riscos em relação aos não fumantes. E, como os efeitos sobre as células normais podem ser mantidos por dezenas de anos, aqueles que abandonam o tabagismo ainda mantêm um risco maior do que as pessoas que nunca fumaram. Isso significa que ‘melhor que fumar, é largar de fumar; e melhor que largar de fumar, é nunca ter fumado’”, conclui Dr. Gilson Delgado.

Apesar de o número de mortes originadas do tabagismo ainda ser expressivo, o especialista considera que as campanhas de conscientização têm um efeito positivo no país. “As campanhas anti-tabágicas são fundamentais, claro. Embora sejam dificultadas em suas implantações em diversos países, no Brasil elas têm se tornado progressivamente mais eficazes e eficientes.  Isso envolve muitas campanhas, várias frentes de trabalho, várias instituições governamentais e não governamentais envolvidas e um bom financiamento do todo”, diz.

O especialista alerta para a importância de se buscar auxílio profissional, quando a pessoa toma a decisão de deixar o fumo. “As clínicas de apoio para o abandono do tabagismo ainda são pouco divulgadas e implantadas no nosso país, mas são fundamentais. Porque, sem o apoio medicamentoso, psicológico e social, apenas 5% dos que abandonam o vício sozinhos mantêm-se longe dele. Na verdade, o habitual é a ‘volta’ do problema em um ano. Deve-se lembrar, então, que se não houve volta do vício em um ano, o ex-tabagista é um vencedor, mas nunca deve cair na tentação da ‘única tragadinha’, porque recairá certamente”, finaliza o especialista do IOS.

 

Mais informações podem ser obtidas pelo site: www.oncologiasorocaba.com.br ou nas redes sociais: Instagram (@institutooncologiaios) e Facebook (Instituto de Oncologia de Sorocaba “Dr. Gilson Delgado”). O Instituto de Oncologia de Sorocaba está localizado no Centro de Medicina e Saúde, que fica na Av. Comendador Pereira Inácio, 950, Térreo, Jd. Vergueiro, telefone: (15) 3334-3434.

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