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Dr. Carlos Moura fala sobre Câncer de estômago

O câncer do estômago já havia sido descrito no Egito antigo cerca de 3.000 anos antes de Cristo! E até hoje permanece como um câncer de incidência importante e letal na maior parte do mundo atual.

Este câncer foi a principal causa de morte no mundo até os anos 1980, quando então, foi ultrapassado pelo câncer de pulmão. Está havendo um declínio na sua incidência, mas ela continua muito alta. Parte deste declínio tem sido relacionada ao reconhecimento de certos fatores de risco: uma bactéria que pode infectar o estômago em certas condições, chamada Helicobacter pylori, alterações na dieta e fatores ambientais.

Sobre os alimentos, claramente a associação de gastrite crônica, infecção pelo H. pylori, e o uso de enlatados e embutidos, ficou clara na carcinogênese (indução de câncer) no estômago.

Todavia, o fator mais importante foi a descoberta do Helicobacter pylori. O tratamento da bactéria com antibióticos foi, possivelmente, a maior causa de redução prevista para a incidência de câncer de estômago.

Mas há uma hipótese interessante para explicar a redução da incidência de câncer de estômago: a popularização de refrigeradores. As geladeiras melhoram a guarda e estocagem de comida, reduzindo a necessidade de preservação com a utilização de sal ou salitre para a conserva de alimentos (salgados, embutidos e enlatados); mantém os alimentos mais frescos por mais tempo, e, além disso, previne a contaminação dos alimentos de bactérias e fungos. Esta comida mais fresca passa a ser importante fonte de antioxidantes, que são muito importantes para a prevenção de vários tipos de câncer, inclusive os de estômago.

(*)- On Chan & Wong- Risk factors for gastric cancer. Up to Date, 5Nov, 2015.

drcarloseduardoDr. Carlos Ribeiro de Moura

Diretor do IOS

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