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Silencioso e sem causa determinada, câncer de rim demanda atenção!

  • Campanha Junho Verde visa conscientizar sobre diagnóstico precoce da doença, o que eleva em mais de 90% as chances de cura, afirma especialista.

Embora menos comum, o câncer de rim demanda atenção especial, por não manifestar sintomas na grande maioria das vezes e ainda não ter causas determinadas. No Brasil, ocorrem entre sete e dez casos da doença para cada 100 mil habitantes, conforme dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Justamente por ser um tipo menos incidente e, consequentemente, pouco discutido, a campanha Junho Verde visa conscientizar e divulgar mais sobre esse mal.

A doença caracteriza-se pelo aparecimento de tumores malignos nos rins, podendo acometer apenas um deles ou ambos. A incidência é maior entre as faixas etárias dos 50 aos 70 anos e nos homens, afirma Dr. Luis Antonio Pires, médico oncologista clínico do Instituto de Oncologia de Sorocaba (IOS). O rim funciona como um filtro da corrente sanguínea, sendo responsável por eliminar urina, toxinas prejudiciais, excesso de sódio e de água, dentre outras substâncias dispensáveis. Também auxilia na produção de imunoglobina, substância responsável por levar o oxigênio a todo o corpo. Por isso, quando esse órgão é afetado pelo câncer, todos os sistemas do organismo sofrem danos, explica Dr. Luis.

Na maior parte dos casos, esse tipo do mal não manifesta quaisquer sintomas, adverte o médico. Mas, em estágios avançados, o paciente pode ter sangramento na urina, dor na região lombar e perda de peso repentina, completa.

As causas dessa doença ainda não são determinadas, mas é sabido que alguns fatores de risco podem interferir na sua manifestação. O principal deles é o tabagismo, alerta o médico oncologista do IOS. “O hábito de fumar é, com certeza, um importante fator de risco”, reforça.  Alguns outros motivos normalmente relacionados ao aparecimento de cânceres, a exemplo da obesidade, histórico familiar e hipertensão, não tem relação de causa e efeito comprovada com o câncer de rim. No entanto, também podem contribuir para o seu aparecimento, adverte o especialista. As formas de prevenção estão diretamente atreladas a essas questões. Não fumar é primordial. Além disso, é igualmente importante manter uma dieta balanceada, praticar regularmente exercícios físicos e controlar a pressão arterial.

O principal tipo desse mal é o carcinoma renal de células claras (CRCC), correspondente a aproximadamente 75% dos casos confirmados, de acordo com Dr. Luis. Ele afeta, em especial, o tubo contorcido proximal, encarregado de excretar as impurezas da corrente sanguínea. Pode se manifestar em um dos rins, a situação mais comum, ou nos dois, quadro mais raro. O segundo mais frequente, elenca o oncologista do IOS, é o carcinoma papilar de células renais. Geralmente, é pequeno e pouco palpável e pode bloquear ou obstruir as vias urinárias, provocando dor. “Este corresponde de 10% a 20% (dos casos)”, detalha. Já, outros, como o carcinoma cromófobo, os ductos coletores e os sarcomatóides, têm baixa incidência. O carcinoma cromófobo consiste no surgimento de células cancerígenas sem cor. Os ductos coletores, por sua vez, se originam em uma estrutura renal chamada Tudo de Bellini. Por fim, os sarcomatóides assemelham-se ao CRCC, porém, são mais agressivos.

Diagnóstico e tratamento

Como todos eles costumam não manifestar sinais evidentes, o diagnóstico se dá, geralmente, inesperadamente, diz o especialista. Em ultrassons de rotina, por exemplo, o médico pode perceber alguma alteração nos rins do paciente. Diante da suspeita, a pessoa deve ser submetida a um exame de ressonância magnética. Caso confirmado o câncer, o oncologista vai avaliar a classificação e o tamanho do(s) tumor(es). A partir dessas especificidades, será definido o tratamento mais indicado para cada caso.

Nódulos pequenos são eficientemente erradicados apenas com cirurgia. “A chance de cura de tumores iniciais passa de 90%”, pontua o médico oncologista do IOS. Em fases mais avançadas, porém, a terapêutica é igualmente mais complexa. Dependendo da gravidade da doença, recorre-se à imunoterapia ou ao inibidor tirosina quinase (medicamento atuante contra a proteína existente nas células neoplásicas, cuja função é motivar a regressão do tumor). Já, a quimioterapia não é eficiente para todos os tipos do câncer. A medicação não possui eficácia contra o carcinoma de células claras, enquanto, por outro lado, gera bons efeitos em relação aos ductos coletores e sarcomatóides. “Por isso, é importante fazer essa diferenciação entre eles já na etapa de diagnóstico”, esclarece Dr. Luis.

Mais informações podem ser obtidas pelo site: www.oncologiasorocaba.com.br ou nas redes sociais: Instagram (@institutooncologiaios) e Facebook (Instituto de Oncologia de Sorocaba “Dr. Gilson Delgado”). O Instituto de Oncologia de Sorocaba está localizado no Centro de Medicina e Saúde, que fica na Av. Comendador Pereira Inácio, 950, Térreo, Jd. Vergueiro, telefone: (15) 3334-3434.

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